Geral
Promover um diálogo profícuo entre a comunidade científica, os setores operacionais e a sociedade civil, ampliando o conhecimento sobre as mudanças climáticas e seus impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e no uso do solo. O objetivo é aprofundar o debate sobre as ameaças e oportunidades decorrentes da “dupla transição energética e geopolítica”, com ênfase nas disputas pelo controle de terras e mares, e na exploração de seus recursos minerais e biológicos. A intensificação das atividades antrópicas — como a extração de terras raras e a produção de minerais críticos — tende a agravar os riscos ambientais, afetando diretamente os territórios e suas comunidades, além de potencializar conflitos e tensões geopolíticas em múltiplas escalas.
Específicos
- Analisar os riscos associados às alterações climáticas, considerando diferentes escalas temporais — do passado ao futuro — e espaciais — do global ao local;
- Avaliar, no âmbito da transição energética, de que forma o aumento da procura por minerais estratégicos e a sua concentração geográfica podem reforçar a dependência de matérias-primas, agravar tensões geopolíticas e colocar desafios ambientais e sociais com impactos negativos no desenvolvimento sustentável ;
- Discutir os riscos geopolíticos decorrentes de conflitos territoriais motivados por questões de segurança ou pela competição por recursos naturais, analisando os seus impactos a nível local e global;
- Focar a análise nas populações vulneráveis face aos conflitos socioambientais, com especial atenção à justiça ambiental, à vulnerabilidade social e aos desafios colocados ao reforço da resiliência das comunidades;
- Refletir criticamente sobre a globalização sem fronteiras e o consequente aumento da procura por recursos naturais, promovendo o fortalecimento da resiliência socioambiental através da adequação dos processos de reabilitação, recuperação e reconstrução dos territórios.
Painéis Temáticos dos Grupos de Trabalho:
G1 – Rede nacional para o estudo dos Incêndios florestais e seus efeitos nos Solos (RIS)
(Discutir a ocorrência dos incêndios florestais e os seus efeitos nos solos e medidas para a mitigação da erosão dos solos e valorização dos territórios);
G2 – Medicina de Catástrofe (MedCat)
(Intervenção Médica em situação de emergência e de catástrofe. A importância da Medicina de Catástrofe na prestação de cuidados polivalentes em cenários de multivítimas);
G3 – Grupo de Investigação em Educação para os Riscos (GIER)
(Debater estratégias de Educação para os Riscos e de dinâmicas e práticas educativas, bem como de comunicação do risco e, ainda, outras ações de consciencialização pública, com vista à promoção de uma cidadania ativa na redução do risco e das catástrofes).